Na hora de financiar um veículo, uma das principais dúvidas é: quanto preciso dar de entrada? A resposta depende do valor do carro, da renda, do histórico financeiro, do prazo escolhido e das condições oferecidas pelo banco ou pela financeira.
Não existe um único percentual ideal para todos os compradores. Algumas propostas podem financiar praticamente todo o valor do veículo, enquanto outras exigem uma entrada maior após a análise de crédito. A própria calculadora do Banco Central considera o valor financiado separadamente da entrada.
Qual é uma boa entrada para financiar um carro?
Como referência de planejamento, uma entrada entre 20% e 30% do valor do veículo costuma oferecer um bom equilíbrio.
Dar uma entrada maior pode:
- Diminuir o valor financiado;
- Reduzir as parcelas;
- Diminuir os juros pagos no contrato;
- Facilitar a aprovação do crédito;
- Permitir a escolha de um prazo menor.
Já uma entrada de apenas 10% preserva mais dinheiro no momento da compra, mas deixa um saldo maior sujeito aos juros.
Tabela de entrada para carros de R$ 30 mil a R$ 80 mil
Valor do carroEntrada de 10%Entrada de 20%Entrada de 30%R$ 30.000R$ 3.000R$ 6.000R$ 9.000R$ 40.000R$ 4.000R$ 8.000R$ 12.000R$ 50.000R$ 5.000R$ 10.000R$ 15.000R$ 60.000R$ 6.000R$ 12.000R$ 18.000R$ 70.000R$ 7.000R$ 14.000R$ 21.000R$ 80.000R$ 8.000R$ 16.000R$ 24.000
Quanto dar de entrada em um carro de R$ 30 mil?
Para um veículo de R$ 30 mil, uma entrada de 20% corresponde a R$ 6 mil, restando R$ 24 mil para financiar.
Com 30% de entrada, o comprador pagaria R$ 9 mil e financiaria R$ 21 mil. Essa diferença pode reduzir as parcelas e o custo total do contrato.
Quanto dar de entrada em um carro de R$ 50 mil?
Em um carro de R$ 50 mil, uma entrada de 20% seria de R$ 10 mil. Com uma entrada de 30%, o valor inicial subiria para R$ 15 mil.
A melhor opção dependerá de quanto o comprador consegue pagar sem comprometer sua reserva financeira.
Quanto dar de entrada em um carro de R$ 80 mil?
Para um carro de R$ 80 mil, uma entrada de 20% representa R$ 16 mil, enquanto 30% corresponde a R$ 24 mil.
Quanto maior o valor do veículo, maior será o impacto da entrada sobre o saldo financiado e os juros cobrados durante o contrato.
Vale a pena financiar sem entrada?
Financiar sem entrada pode facilitar a compra imediata, mas normalmente significa assumir um valor financiado maior. Consequentemente, as parcelas e o total pago tendem a aumentar.
As taxas cobradas também variam entre as instituições financeiras, por isso é importante comparar diferentes propostas antes de fechar negócio. O Banco Central divulga as taxas praticadas na modalidade de aquisição de veículos.
Não utilize todo o dinheiro na entrada
Mesmo que uma entrada maior reduza o financiamento, não é recomendado gastar toda a reserva disponível.
Além da entrada, o comprador precisa considerar despesas como:
- Transferência e documentação;
- Seguro;
- IPVA e licenciamento;
- Combustível;
- Revisão inicial;
- Pneus e possíveis manutenções;
- Imprevistos financeiros.
A entrada deve diminuir a dívida sem deixar o comprador sem dinheiro para manter o veículo.
Analise o CET antes de contratar
Não escolha um financiamento olhando apenas para o valor da parcela. O Custo Efetivo Total, ou CET, reúne juros, impostos, tarifas e outras despesas incluídas na operação. O Banco Central orienta que esse valor seja analisado para comparar corretamente diferentes propostas de crédito.
Duas propostas com parcelas semelhantes podem ter prazos, taxas e custos finais muito diferentes.
Qual é a melhor entrada?
Para a maioria dos compradores, uma entrada entre 20% e 30% pode ser um bom ponto de partida. Entretanto, a melhor escolha é aquela que reduz o financiamento sem comprometer a reserva de emergência e as demais despesas mensais.
Na Ômega Veículos Comendador, você pode conhecer as opções disponíveis e simular as condições de financiamento de acordo com seu orçamento.